ACABAR COM OS FALSOS MITOS
SOBRE A GUINÉ-BISSAU.
Sim. Cegos e coxos, mentirosos e cobardes, sujos e trapaceiros, ditadores e corruptos, todos se exibem como os melhores, usando a Guiné-Bissau como termo pobre de comparação. Como o país de todos os defeitos…
É urgente acabar com esse mito, que tem servido e está a servir para todo o tipo de humilhações à Guiné-Bissau.
Convidamos os guineenses a oferecer a este site, de agora em diante, notícias que demonstrem a injustiça desse tratamento, que tem infelizmente a sua origem mais insistente e perversa naquela que devia ser a família histórico-cultural-moral do nosso país, isto é, nos países da CPLP.
Efectivamente, dentro da dita LUSOFONIA, todos querem arrogar-se o direito de injuriar a Guiné-Bissau e de tentar, à custa da descriminação negativa do nosso país, exaltar-se a eles próprios, como se fossem autênticos modelos de virtude democrática, social, política e económica.
Nada mais falso do que isso!:
Convivem com a ditadura, com a corrupção, com o tráfico de vários produtos, não só de estupefacientes como também de ouro, de diamantes, de marfim, de influências e de outros.
Têm economias minadas pela desorganização e desorientação, assentes na especulação privada e no despesismo público, empobrecendo as suas populações e alienando a sua soberania a outros Estados e às multinacionais e sociedades financeiras que as financiam em condições de usura, que agravam ainda mais o deficit dessas economias, as quais, assim, vivem de sucessivos balões de oxigénio de injecção de capital sem contrapartida de produção, moribundas mas bem vestidas, decrépitas mas bem falantes, exangues mas querendo dar lições aos outros, em especial à Guiné-Bissau…
Têm problemas sociais gravíssimos como alcoolismo, droga, tabagismo, degeneração biológica e envelhecimento precoce, mas mostram-se confiantes e arrogantes, pavoneando-se nos círculos internacionais a fazer teatro de prosperidade, de progresso, de desenvolvimento.
Chega! A honra da pátria tem de ser construída! Chega de brincadeira com as coisas do Estado, de criancice política e de falta de solidariedade entre nós, sempre prontos a correr atrás daquele que acena com um maço de notas, mesmo que se trate de notas obtidas com sangue, mesmo que se trate de notas que nos roubaram e fingem depois dar-nos em tempo de campanha eleitoral!
Por um lado, temos de trabalhar mais e melhor e, por outro lado, temos de pôr a nu as crises em que os outros vivem e das quais querem disfarçar-se intoxicando os seus povos com críticas à Guiné-Bissau, no intuito de os alienar, desviando-lhes a atenção do seu próprio sofrimento e engano, para constantes falsas crises inventadas sobre a Guiné-Bissau!
Chega!
Agora vamos passar ao contra-ataque! E vamos fazê-lo sem raiva, sem emoção, desportivamente: vamos começar a publicar os podres dos que dizem mal de nós. E que as pessoas comparem depois… será um bom exercício mental, para combater a preguiça dos que se privam de pensar e engolem e assumem tudo o que lhes impingem.
O QUE DIZEM OS PORTUGUESES DE SI PRÓPRIOS:
A Ditadura Democrática Portuguesa, a jeito, elimina os que pensam e promove os burros a pensadores…Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Posted: 11 Dec 2011 01:10 PM PST
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates…Olá! Armando Vara…), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA – mas não de construção económica – aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a “prostituir-se” na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande “cavallia” (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente “importante” estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves – “Expresso”
MAIS AINDA:
Ligações Perigosas (*) A sociedade precisa de referências, exemplos e comportamentos acima de toda a suspeita.
Posted: 30 May 2012 06:51 AM PDT
Seguramente que a novela centrada num ex-dirigente dos serviços secretos ainda não chegou ao fim e os episódios subsequentes poderão acentuar ainda mais a baixa qualidade do enredo e dos protagonistas. Mas já é possível tirar algumas conclusões, desagradáveis mas inevitáveis.
Em primeiro lugar, sobre os serviços secretos. Está instalada a suspeita sobre o que fazem, sobre quem os dirige e sobre que fiscalização têm. Legitimamente, fica a ideia de que misturam serviço público com interesses particulares, que a escolha dos dirigentes é feita com ligeireza e sem preocupações éticas, que verdadeiramente ninguém os fiscaliza.
Tudo isto é mais do que suficiente para fazer a ‘varridela’ que se impõe e a restruturação que se exige. Não se percebe, pois, a passividade do Governo. A não ser que decida agir quando já não existir pedra sobre pedra.
Em segundo lugar, sobre as relações entre políticos e responsáveis de empresas. Estas relações, tendencialmente promíscuas, como amiúde também sucede com jornalistas, dão sempre asneira. Os políticos saem fragilizados, as empresas ficam desacreditadas. Não há lei que resolva este problema. Mas há imperativos éticos a cumprir e fronteiras a respeitar. Sob pena de recair sobre os políticos uma perigosa suspeição de tráfico de influências.
Em terceiro lugar, a maçonaria. É difícil percorrer este processo sem encontrar maçonaria e sem vislumbrar maçons. Nada tenho contra a instituição e os seus membros, desde que estes, quando chegados ao exercício de funções no Estado, assumam publicamente essa relação. Para que as solidariedades se conheçam. O secretismo é suspeito. Pactuar com ele ainda é mais perigoso.
Finalmente, o País. Em tempo de crise, mais do que em qualquer outro momento, a sociedade precisa de referências, exemplos e comportamentos acima de toda a suspeita. Para poder continuar a acreditar. Infelizmente, pior era impossível. Não há ponta de interesse público em todo este processo. Apenas promiscuidades, jogos de interesses e comportamentos eticamente censuráveis. Uma vergonha.
P.S. – O relatório sobre Francisco Pinto Balsemão é mais um episódio vergonhoso. Verdadeiramente, isto não é próprio de gente normal.
(*) Luís Marques Mendes, Ex-líder do PSD
Vamos continuar, até que deixem de nos tratar como lixo!
Vamos reagir! A passividade e a humildade são entendidas como incapacidade, como pobreza moral! A nossa cultura, que nos ensina a simplicidade, dá-lhes azo para nos agredir, menosprezar e sujar!
Mas vamos ser melhores também! É preciso trabalhar, estudar, organizar, esforçarmo-nos e termos brio, zelo, dignidade!
Honra aos guineenses!
Honra à Guiné-Bissau!